sexta-feira, 8 de julho de 2016
.: A política de manobras
.: A política de manobras: Sei que o ser humano é naturalmente político e, claro, precisa participar das decisões tomadas em seu país. Sei, também, que, atu...
terça-feira, 5 de julho de 2016
segunda-feira, 4 de julho de 2016
Batom matte Mary Kay
Os novos batons
Mary Kay são realmente lindos e práticos. Em forma de batom líquido, com um
aplicador moderno e que se adapta aos lábios, esse batom promete ser o xodó da
mulherada. Uma das vantagens mais marcantes dessa novidade é a possibilidade de
leva-lo para onde você quiser, dentro da bolsa ou mochila, sem medo dele sofrer
danos.
Aproveite as
novas cores ofertadas nessa nova linha e acentue ainda mais a sua beleza. Eu já
adquiri os meus e estou amando. Faça o mesmo. Entre em contato com a sua
consultora de beleza Mary Kay e peça já os seus batons. Tenho certeza que você
vai amar.
domingo, 3 de julho de 2016
quinta-feira, 30 de junho de 2016
O retorno
Quando a decisão de ir embora é tomada, pouco ou nada pode ser feito. Até porquê quem decidiu ir, decidiu por motivos próprio (às vezes), ou por imposição de circunstâncias. Desse modo, não adianta querer impedir sua partida.
No entanto, como diz a velha e boa frase: "o bom de ir embora é saber que pode voltar"
Estamos de volta ao blog, firme e forte.
Abraço em todos!
domingo, 8 de abril de 2012
A elas...
Chega de cópias!!! Cansei de transcrever Marta Medeiros, Chalin Chaplin e tantos outros... Mafalda, com sua inteligência desmedida diria: " __ chega de besteirol! escreva algo que mereça a perda de tempo nessa página. Qual que é?"
Originalidade é a característica marcante na lista de adjetivos femininos.
Mulher tem um jeito particular de ver o mundo ao seu redor. As feministas são as melhores. Elas tentam impor uma imagem segura, sincera, destemida, descompromissada, esperta e, sobretudo, prática.
Elas falam e pensam:
Se ele não ligou não tem problema algum, nem estava esperando mesmo;
Quando me disser que deseja ir em casa "conhecer minha mãe", vou deixar bem claro que a intenção e 'ficar de boa', longe dessa história de namoro a moda antiga;
Nem pensar em seguir meus passos, ler meus e-mails, olhar meu celular. A individualidade é algo primordial num relacionamento;
Organizar contas juntos é um tantinho esquisito. Oxente! Ninguém é casado aqui;
Sair com minhas amigas é algo necessário ao meu bem estar, então, alguns finais de semana e feriados, esqueça! Seus amigos, com certeza, estão torcendo pela sua presença naquela partida de futebol. Aproveite!!!
A praticidade não é qualidade, é item essencial à sua personalidade;
Mulheres, assim, não suportam "chove não molha"... cuida, cuida que o fim do mundo é em 2012. Não há tempo para 'pra que isso'.
Existe mulher assim? Acho que existem carcaças assim. Mulheres que colocam uma máscara naquilo que realmente são.
Mulher, na verdade, assim como o homem, são todas iguais:
Gostam de receber elogios;
Adoram ser paparicadas;
Ficam felicíssima quando levadas à sério;
Fazem bico quando são colocadas de fora daquele programinha de feriado;
São extremamente frágeis a qualquer gesto de carinho, amor, atenção...;
Estão sempre esperando aquele torpedinho de "bom dia"!;
São doidas pra receber flores e chocolate, mesmo quando odeiam aquele cheiro doce das rosas e são alérgicas a cacau;
Sassaricam por um momentinho juntos pra assistir aquele filme romântico que está em cartaz... enfim,
podem até dizer o que quiser, mas, no fim, são todas mui românticas.
Essa é a mulher:
(Frida Kahlo, 08.04 às 14:59 hs)
(Frida Kahlo, 08.04 às 14:59 hs)
Do que é feito o amor?
Nana Caymmi diria resposta ao tempo:
[...] Mas fico sem jeito
Calado, ele ri
Ele zomba
Do quanto eu chorei
Porque sabe passar
E eu não sei [...]
Calado, ele ri
Ele zomba
Do quanto eu chorei
Porque sabe passar
E eu não sei [...]
Quem sabe responder diga, eu!! em alto e bom som.
Não se sabe a receita... não se sabe o que realmente ele é, quando ele aparece, se está sendo confundido ou desprezado.
Desprezar um verdadeiro amor... comum aos nossos dias, talvez! Penso que é difícil entender o que é o amor.
Procuro um "príncipe" real, com características que sejam compatíveis às minhas; que não me irrite com um ar de bonzinho todo o tempo;
Procuro alguém que se irrite comigo;
que me aborreça;
que me deixe de lado em alguns momentos, mas que saiba voltar com um jeitinho especial;
que, quando estiver em seus braços, me sinta frágil como uma menina inocente do colegial;
que me deixe triste ao lhe ver partir;
que me faça contar os dias para vê-lo e, que quando isso acontecer, seja inesquecível, somente. Sem melodrama;
que me faça sentir protegida com um simples abraço;
que me torne dependente de suas opiniões (até certo ponto);
que me diga o quanto estou sendo inconsequente em momentos que considero 'um pulo pra liberdade"
Procuro alguém real... alguém como eu, que ande sozinho, mas que saiba dividir os medos, angústias, alegrias, sonhos... quero alguém como você.
domingo, 1 de abril de 2012
A impontualidade do amor
Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.
Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?
Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.
O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.
O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode
estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.
A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender
A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender
Martha Medeiros
sábado, 24 de março de 2012
Preciso de Alguém
Não preciso de alguém que me escute, apenas;preciso de alguém que me escute e leve a sério o que eu digo;
Não preciso de alguém que me leve à praia, em dias de sol, apenas; preciso de alguém que esteja ao meu lado, passando o hidratante pós-sol;
Não preciso de alguém que me embale na rede no fim de tarde, apenas; preciso de alguém que me ensine a armar e desarmar a rede em dias de chuva;
....
Quem tiver inspiração, ajude-me a finalizar esse poema...
Não preciso de alguém que me leve à praia, em dias de sol, apenas; preciso de alguém que esteja ao meu lado, passando o hidratante pós-sol;
Não preciso de alguém que me embale na rede no fim de tarde, apenas; preciso de alguém que me ensine a armar e desarmar a rede em dias de chuva;
....
Quem tiver inspiração, ajude-me a finalizar esse poema...
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Cúmplice...
Tarde de sábado em silêncio só... Na varanda namoro tua paisagem. Olho pra curva de teus tijolos e penso naqueles que te puseram em pé... As vidas que ali ficaram, pessoas que passam todos os dias por tuas tortuosas linhas, amores que te imploraram retorno.
Em que volta tua, fará a curva o meu amor? Que suporte teu, mandará meu coração ao lote do sossego?
Tarde, noite, manhãs escuras... Imponentemente, você permanece firme. Firme como o mandacaru em tempos de seca; inabalável como o homem-robô que não possui coração; perfeita como o batom vermelho, sonho de valsa, nos lábios da rapariga; segura como o amante que tem em sua amada confiança plena; imóvel... indiscutivelmente necessária.
És a grande mãe d’Aqui e d’Lá.
És a grande cúmplice de noites bem dormida.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Meu sabor Café!
Hoje, logo cedo, acordei, saí na varanda do meu apê e olhei aquele brilho solar das seis horas da manhã desta cidadezinha quente e, pensei nas coisas boas que já aconteceram em minha vida. Olhei a rua, pouco movimentada a essa hora da manhã, algumas pessoas passando apressadas com sua sacola de pão, outras limpando suas calçadas... numa dessas calçadas, sentado olhando pro nada, um senhor que, em plena melhor idade, gasta suas horas do dia a olhar quem passa, quem chega, quem sai, que ri, enfim, quem ainda vive...
Pensei na minha infância, no meu adolescer e na minha, ainda precoce, fase adulta... Quantos sabores degustei! Quantos cheiros senti! Quantas histórias vividas, armazenadas em meu disco rígido e relembradas em momentos como este! Quantas questionamentos sobre o mesmo assunto com pessoas diferentes! Quantas dores de amor vou precisar viver pra entender o que é o AMOR! Se já amei, não sei.
Como saber se é amor o que não se explica!? Me causa dor, me proporciona momentos felizes, me aborrece com atitudes infantis, me alegra com um sorriso que só ele tem... é amor? Mas amor é convivência constante. Então, amor é só de mãe, pai, familiares, esposas, esposos, filhos? Não sei. Sei que sinto algo aqui que me causa frio na barriga só de pensar, que me arranca suspiros quando minha mão toca sua pele, que me enche de felicidade quando sinto sua presença, que me traz paz só de estar no mesmo ambiente.
Ás vezes, no escuro do meu quarto, ouço músicas diversas e penso em ti. Crio cenas, fatos, encontros inesperado, enredos de filme (nacional. Nada contra os outros, é que amo filme brasileiro), e monto nossa trilha sonora. A vida deveria ter trilha sonora. Queria te encontrar e alguém, discretamente, soltaria uma música bem romântica para que, em câmera lenta, fôssemos ao encontro um do outro e, nos abraçássemos demoradamente, depois, ligeiramente a música para e, normalmente, continuamos a conversar. Que tal? Massa, não!
Sabores inesquecíveis, cheiros marcantes.
Meu Sabor pode ser de Café.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Que venha 2012!!!
Um novo ano está chegando e, como todos os anos, nesse período de fechamento deveríamos reservar um momento de reflexão para entrar no próximo ano com novas perspectiva.
Normalmente, usamos a data para reencontrar amigos, fazer festa e virar a noite do dia 31/12 à espera do ano novo, com fogos, abraços e espumante... mas, o que é novo mesmo?
Esse ano, por exemplo, dia 01 de janeiro é um dia de domingo. Se pensarmos friamente, esse domingo será igual ao último domingo, a diferença é que ele já está escrito no calendário 2012, apenas isso! O que é diferente?
Mas, tudo bem. Usemos o sábado (31), esse último dia do ano, pra pensar o que fizemos durante todo o ano; o que foi bom; o que deveríamos manter e o que precisamos mudar. Quais os excessos? Quais as atitudes indesejadas preciso reverter? Que postura preciso tomar diante dos problemas?
No meu caso:
Preciso ser mulher em algumas atitudes; virar gente grande pra resolver meus problemas; mudar algumas roupas; mudar meu perfume; mudar minha alimentação; tomar menos café; dormir mais cedo; comprar um novo chip; mudar meu cabelo; ir à Missa; sonhar com o futuro; trabalhar mais; estudar mais; amar mais meus amigos; me espiritualizar; aprender química; aprender novas receitas; aprender a fazer pavê; tomar vinho esporadicamente; ver o pôr do sol no mar; escolher uma atividade física; ouvir Chico Buarque; comprar o novo CD de Maria Gadú; escolher músicas antigas pra momentos de reflexão; parar, por um tempo, de ouvir Oswaldo Montenegro; ler Fernando Pessoa; comprar um escapulário; comprar um livro de Carlos Drummond de Andrade; esquecer amores impossíveis; curar meu coração...
Espero o melhor desse novo ano que está chegando. Que ele seja tão bom quanto o que se foi. Se o que se foi não foi tão bom? Que ele seja melhor...
Se 2011 foi bom? Já passou.
Que venha 2012!!!
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
A DOR QUE DÓI MAIS
Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai [...]. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você poderia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.
Marta Medeiros
Saudade e ver e não poder tocar, não poder ouvir, não poder abraçar... Saudade é querer e não poder ter... Saudade é sentir saudade de quem não vêm, de quem não quer vir...
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
cor-de-cinza... tempo nublado!
A inspiração pra escrever não vem... saudade deixa em branco minhas páginas. Minhas lembranças estão embaralhadas, tudo é possível, tudo é verdadeiro.
Quando ninguém chega: ninguém ama, ninguém reclama, ninguém se vai... o estímulo dá a possibilidade de tentar; o retorno será marcante; o prêmio vai além do planejado na mente de outros.
Quantas idas? Quantas aulas? Quantos medos? Quanto perigo!
Minha imaginação me leva à lugares desconhecidos. Lugares que nunca passei, nunca vi, nunca amei... ruas que não conheço... calçadas, nas quais, jamais pisei.
Mais um... Natal!?
... mais uma comemoração em família... fragmentada!
O toque do telefone, como todos os anos, é a tentativa de complementar o "incompletável".
Sempre igual: alguém programa, junta-se a outros e planeja; coloca no papel e na imaginação e, faz.
Tudo igual.
Desde a Partida, o Retorno é sempre a mesma coisa; as mesmas pessoas; os mesmos lugares; notícias... notícias diferentes... essas mudam quando em vez!
Essas noites mudaram... a última em particular.
Revivi em outra pele o encontro frio, o abraço que demora a vir.
Não vi quem gostaria, mas as notícias chegaram, e chegaram felizes... Felizes pra quem vive, tristes pra quem as recebe.
Enfim, mais um dezembro precedendo um janeiro. Férias, festas, reencontro, partidas, chegadas e recomeço.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Só Drummond... [!?]
Definitivo...
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...
Carlos Drummond de Andrade
sábado, 24 de dezembro de 2011
Palavras ao vento
Na antessala de meu avô havia um belo jarro em cima da mesinha. Um jarro lindo, com desenhos graciosos com flores cheirosas e cheias de vida, colhidas no campo cultivado por ele... Aquele vaso tinha um significado ímpar na minha vidinha de criança e, suas flores me enchiam de alegria.
Um dia, cheguei à casa de meu avô e fui correndo visitar minhas amigas flores. Encontrei o vaso no chão da sala,quebrado, e as flores espalhadas pela sala. Senti uma tristeza imensa. Corri ao encontro de meu avô, para que, juntos, pudéssemos encontrar uma solução para o conserto do lindo vaso.
A solução mais prática que vovô encontrou foi colar o vaso e reutilizá-lo. Assim, o vaso permaneceu ali, sobre a mesa, sendo abrigo daquelas flores. Como o vaso estava rachado, já não era capaz de reter água em seu interior, e para que não ficasse sem flores, puseram-no flores artificiais.
Todos os dias eu chegava, olhava o vaso com aquelas marcas e não sentia o cheiro das rosas do campo... a artificialidade daquelas flores tirava o odor agradável da pequena sala.
Um dia, pedi a meu avô que jogasse o vaso fora, ele havia perdido o significado para mim. Que graça tinha olhar para aquelas marcas e para flores artificiais? Tudo o que havia de vida, no vaso já não existia mais. Agora, ele era apenas um vaso quebrado com flores sem vida.
A mentira tem esse papel na vida das pessoas. Ela tira o cheiro e a beleza das relações e deixa cinza as amizades.
Há verdades que não precisam ser ditas, mas se começarem a ser pronunciadas que sejam na íntegra. Quando, por algum motivo, talvez até nobre, tentamos modificar uma verdade o ato se torna maldoso. Permitimos que o outro imagine, crie, invente a tal verdade. O problema, talvez, não é o outro inventar sua verdade. O problema é o sentimento deixado no outro que, enquanto tenta construir uma verdade, pensa na mentira, na enganação, na mácula deixada na, até então, relação de amizade.
Há coisas que realmente não precisam ser faladas. Assim, evitamos alguns deslizes.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Balanço!
Parar, pensar, reorganizar e seguir! Arrisco em dizer que esse é o princípio para a felicidade. Felicidade real, sem inocência, sem fantasia. Vida prática! Vida organizada. Não há nada, além disso, que traga os tais momentos felizes que Homem tanto busca.
Há momentos que trazem um sinal vermelho, que lhe obriga a pisar no freio e olhar o movimento da rua. O sinal amarelo piscou e, muitas vezes, você nem viu, ou viu e fez "vista grossa". As mazelas já bateram em sua porta diversas vezes, você abriu a porta e a mandou sentar à mesa no café da manhã. Que derrota!!
O endereço eletrônico avisou. Ficou o tal do "dito pelo não dito";
O telefone retrucou. Ficou na imaginação;
Os olhares foram definitivos... eles no torpedo, na tela, na varanda, no horizonte, no mundo da lua... no mundo de alguém!
E agora José?
A festa acabou! Bem diria Drummond.
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