quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A Geração Incógnita

É sabido que a cada cinco anos uma geração é considerada nova, ou seja, mudam costumes, manias, tipo de músicas, tipos de festas e forma de se comportar... Para os nossos avós o que vivemos hoje, nós que acabamos de entrar na fase adulta,  é uma total falta de respeito. Consideram-nos muito "moderninhos", e cheios de manias que envergonhariam a geração a qual o nossos tataravós pertenceram. 


Bem, consideremos que muitas coisas mudaram, o Brasil, a partir dos anos 50, deu um salto na Tecnologia e tudo que antes era bom e novidade, passou a ser retrógrado... O interessante era o que vinha de fora, exportado de nossos "saudosos"e manipuladores Estados Unidos, o bacana era ser rebelde provando o quanto eram sensíveis com as causas sociais... desse período, período em que nosso País tomou um banho de ditadura comandada pelos militares que eram os donos de todo o território, surgiram e se solidificaram os mais eficazes movimentos liderados por jovens "rebeldes" que desejavam mudanças efetivas na maneira de governar o país...


No embalo do rock, da Tropicália, Jovem Guarda e tantas outras formas de expressão, jovens de todos os lugares se juntavam para externar suas revoltas de modo sutil: com muita música, sexo e drogas, esse era o clima encontrado nas conversas em barzinhos e grupo de amigos dessa geração, uma forma válida de fazer Revolução... época de ouro! Reivindicações eram feitas de todas a maneiras: Passeatas com muito barulho, empurrões e tapas; shows lotadíssimos; grupos esquerdistas; movimentos gays... enfim, a partir daí outras gerações tentaram copiar as explosões de cultura surgidas em anos como os de 50 e 60. 


Digamos que até os anos 80 as formas de se expressar eram um tanto inteligentes, levando em consideração as letras de músicas que foram escritas na época e que fazendo uma relação com as músicas que estão nas paradas de sucesso hoje, as ouvidas por nossos pais dão um banho de cultura e bom gosto nas composições barulhentas e sem nexo que surgem a cada dia.
De todas as épocas, de todas as gerações que passaram algo de interessante criou raízes e se eternizou. Quem não lembra de Asa Branca, belíssima música composta por nosso saudoso Rei do Baião Luiz Gonzaga? ou Carinhoso de nosso querido e amado Pixinguinha? E como essas, outras músicas ficaram na mente de todas as gerações e foram lembradas por cantores que tentaram ser bons, mas que não fizeram nada mais que reproduzir malissimamente ideias geniais.


Se a geração posterior a boas gerações (1950, 1960, 1970, 1980), copiaram , copiaram e pouco criaram, pouco ou muito pouco podemos esperar da geração que se forma em nossos dias... Meninos e meninas que passam horas a fio em frente ao computador navegando na grande rede, cultivando amizades imaginárias de loucos e dissimulados que sentem prazer em enganar pequenas mentes ingênuas, de manipular crianças e enganar almas solitárias que buscam na internet uma possibilidade de relacionamentos estáveis. Enfim, podemos crer então que a geração atual está perdida: nada cria, e muito copia! Que desastre. Pensemos então que as cabeças pensantes de hoje, são relíquias a ser consagradas. É penoso ver que o futuro do nosso país, representados pelos nossos jovens, jovens que pouco pensam e nada fazem, está cada vez mais "cavernoso". Busquemos então o consolo de nossas preocupações em criações de outrora, podendo assim acalentar nossos momentos embaladas por belíssimas músicas como as de Chico Buarque, Vinícius de Moraes e tantos outros que orgulham gerações passadas.

3 comentários:

  1. Querida Clarissa, discordo um pouco de vc... Acredito sim que a geração atual tem muito a nos oferecer sim, o que dizer de tantas músicas boas que surgem de artistas que chegaram agora nas paradas de sucesso. Acredito que deva conhecer Ana Carolina, Pitty, ENFIM PESSOAS QUE EMBORA SEJAM NOVAS OU NÃO TENHA VINDO DA GERAÇÃO Increca, são boas...

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  2. olá Diana, concordo com vc parcialmente... Acho que em cada artista de cada época tem coisas boas a oferecer. Mesmo com tanta música de baixa qualidade de hoje, acredito ter alguma que possemos aproveitar uma frase sequer.

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  3. Quando escrevi sobre a cultura externada pelos jovens através da péssima música que têm hoje, me refiro a esse monte de batuque sem letra que fazem sucesso nas noites brasileiras... Particularmente acho difícil tirar algum proveito de tanta coisa ruim. Pra ser bem sincera, eu não consigo nem ouvi-las, mas respeito quem gosta.

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